11/02/2010
Petrobras desiste de projeto na Venezuela
A Petrobras diz ter concluído que o investimento na exploração das reservas de óleo ultrapesado de Carabobo, na faixa do rio Orinoco, na Venezuela, não apresenta viabilidade econômica satisfatória e desistiu de participar do processo de seleção do governo Hugo Chávez para a escolha das empresas estrangeiras parceiras do projeto, informam Pedro Soares e Fabiano Maisonnave na edição de hoje da Folha. A reportagem completa está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL.
Dois consórcios disputam os três blocos ofertados pela Venezuela em Carabobo. Um é formado pela Chevron, por três empresas japonesas e pela Suelopetrol; o segundo tem a participação da espanhola Repsol, da Petronas (Malásia) e da ONGC (Índia). A estimativa oficial é que haja 25 bilhões de barris de petróleo recuperáveis. As reservas brasileiras, sem o pré-sal, são de 14 bilhões. Desde 2005, a estatal brasileira avaliava as reservas, cujo investimento seria uma contrapartida na entrada da venezuelana PDVSA na refinaria de Pernambuco.
"Fizemos uma avaliação, e a conclusão foi que economicamente não era interessante [investir em Carabobo]. A área de exploração e produção da companhia tinha outros projetos mais interessantes, como o pré-sal. Então, declinamos de Carabobo. A nossa participação não se mostrou viável", disse à Folha o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.
Segundo a Folha apurou, a Petrobras está insatisfeita com a regulamentação venezuelana para o setor petroleiro, que, desde 2006, dá à PDVSA a participação majoritária do setor. Com isso, a Petrobras teve de ceder o controle de quatro empresas que tinha no país. Desde então, vários projetos, principalmente na área de gás, foram cancelados ou paralisados.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u692570.shtml
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