15/03/2010
Mercado prevê manutenção da Selic e reduz estimativa para o PIB
Economistas consultados pelo Banco Central reduziram levemente suas estimativas para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2010 e esperam agora uma variação de 5,45%, contra 5,5% na semana passada. Na última quinta-feira (11), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que a economia brasileira recuou 0,2% em 2009.
De acordo com a pesquisa Focus, feita na semana passada e divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central, a estimativa para 2011 foi mantida em 4,5%.
Os economistas esperam ainda que o Copom (Comitê de Política Monetária) mantenha a taxa básica de juros (Selic) em 8,75% em sua reunião desta semana. A previsão é que o conselho aumente a taxa para 9,25% na reunião de abril e que a Selic chegue a 11,25% no fim do ano. Para 2011, a projeção passou de 11,23% para 11,00%.
Pela oitava semana consecutiva, os economistas aumentaram a projeção para a inflação oficial e esperam agora que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) encerre o ano em 5,03%, 0,53 ponto percentual acima da meta estabelecida pelo governo para 2010. Para 2011, a previsão é que o IPCA fique em 4,6%, também acima da meta de 4,5%.
A projeção feita pelos economistas para o dólar foi mantida em R$ 1,83 para o fim do ano. Em 2011, a estimativa é que encerre o ano em R$ 1,85.
Outros índices
O mercado elevou todas as projeções relativas a índices de inflação em 2010. A previsão para o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) passou de 5,91% para 6,24%, na nona semana de alta.
Para o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), subiu de 5,88% para 6,38%, também na nona elevação consecutiva. Os dois indicadores são usados no cálculo dos reajustes de contratos e preços administrados, como contas de luz e aluguéis.
Já para o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), a projeção passou de 5,4% para 5,41%. Para o ano que vem, a estimativa para os três índices é de 4,5%.
A previsão para o superavit da balança comercial foi mantida em US$ 10 bilhões e para o deficit nas transações correntes caiu de US$ 52 bilhões para US$ 51 bilhões.
A estimativa para os investimentos estrangeiros diretos ficou em US$ 38 bilhões e a projeção para a relação dívida/PIB ficou em 41,5%.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u706872.shtml
|
|
|