31/03/2010
Banco Central eleva projeção para inflação em 2010 para 5,2%
O Banco Central revisou para cima a previsão para a inflação neste ano. Segundo dados do Relatório de Inflação divulgados nesta quarta-feira, a expectativa é que o índice encerre 2010 em 5,2%.
A meta fixada para este ano é de 4,5%. O último relatório, de dezembro, sinalizava alta de um ponto percentual acima da meta para este ano (4,6%).
O documento aponta um cenário com base nas projeções dos juros e câmbio projetadas pelo mercado para este ano. A perspectiva dos analistas para a inflação também é de 5,2 % para 2010.
Já no próximo ano, o mercado projeta que elevações na taxa Selic resultem numa taxa de inflação em 4,4%, portanto abaixo da meta de 4,5%. No cenário de referência usado pelo Banco Central, 2011 deve terminar com inflação a 4,9%.
As projeções levam em conta um cenário de referência com taxa básica de juros (Selic) de 8,75% ao ano e o câmbio em R$ 1,80.
A previsão para o PIB (Produto Interno Bruto) não foi alterada. Os especialistas acreditam que o crescimento da economia chegará aos 5,8% previstos no final do ano passado.
O Ministério da Fazenda divulgou no lançamento do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), nesta semana, previsão de 5,2% para o PIB de 2010.
Riscos
O Banco Central prevê que o balanço de riscos relacionados às perspectivas de inflação piorou em relação ao último trimestre. Segundo o relatório, as pressões se manifestam para valores acima da meta.
"A recuperação do preço das commodities juntamente com a acentuada recuperação do nível de atividade doméstica têm se constituído em fatores de risco importantes em relação aos preços", aponta o documento.
Sobre essa análise, o documenta reforça que o Copom (Comitê de Política Monetária) continuará conduzindo suas ações de forma a assegurar os ganhos obtidos no combate à inflação.
As afirmações reforçam os sinais de uma possível elevação dos juros na próxima reunião do Copom no final de abril. A divulgação da ata da última reunião evidenciou um consenso para a necessidade de adequação na taxa básica à evolução do quadro inflacionário. Na ocasião, três dos oito integrantes votaram pelo aumento.
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