05/05/2010
Inflação para a baixa renda desacelera para 1,28% em abril
A inflação para a faixa da população de menor renda desacelerou em abril, influenciada por uma alta menor nos preços dos alimentos --o item de maior peso no orçamento desse grupo--, segundo índice da FGV (Fundação Getúlio Vargas) divulgada nesta quarta-feira. Apesar disso, a variação ainda foi bem maior do que a apresentada pelo índice geral.
Calculado a partir das despesas das famílias com renda mensal entre um e 2,5 salários-mínimos (de R$ 510 a R$ 1.275), o índice IPC-C1 apontou inflação de 1,28% em abril, ante 1,40% em março. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) Brasil registrou alta de 0,76% no período.
O principal responsável pela leve desaceleração apresentada pelo índice no mês passado foi o grupo Alimentação, cuja taxa passou de 3,31% para 2,52%, por conta de recuos nos preços de itens importantes da cesta de consumo das famílias, como: tomate (47,85% para 6,79%) e açúcar cristal (9,90% para 0,75%).
Os grupos Transportes (0,37% para -0,01%) e Despesas Diversas (0,48% para 0,00%) também registraram decréscimos em suas taxas de variação. As principais influências partiram dos itens: tarifa de ônibus urbano (0,40% para 0,00%) e alimento para animais domésticos (1,68% para -1,35%), respectivamente.
Na outra ponta, os grupos Vestuário (-0,91% para 1,13%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,37% para 1,28%), Habitação (0,08% para 0,29%) e Educação, Leitura e Recreação (0,23% para 0,57%) apresentaram aceleração em abril.
As principais contribuições partiram dos itens: roupas (-1,15% para 0,96%), medicamentos em geral (0,45% para 2,46%), tarifa de eletricidade residencial (-0,52% para 0,62%) e material escolar (exclusive livros) (0,30% para 1,52%), nessa ordem.
Com o resultado de abril, o indicador acumula alta de 4,99%, no ano e 6,58%, nos últimos 12 meses.
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