06/05/2010
Lucro líquido da Gol despenca 62% no primeiro trimestre do ano
A companhia aérea Gol teve lucro líquido de R$ 23,9 milhões no primeiro trimestre do ano, 62% a menos do que no mesmo período de 2009 e 94% abaixo do último trimestre do ano passado (R$ 397,8 milhões). O resultado foi influenciado pelo forte aumento na despesa financeira gerada por valorização do dólar contra o real.
O lucro operacional, no entanto, teve forte elevação, passando de R$ 105,1 milhões, nos três primeiros anos de 2009, para R$ 191,4 milhões no último trimestre. Em comparação com os três últimos meses do ano passado, a alta foi de 60,6%.
Segundo a empresa, o resultado reflete o "crescimento da demanda nos mercados doméstico e internacional e a expansão das vantagens competitivas", como custos baixos em virtude do aumento da taxa de utilização das aeronaves e maior frequência entre os principais aeroportos domésticos do Brasil.
A ocupação das aeronaves da empresa foi de 71,6% no mercado doméstico e de 73,4% no internacional, ante respectivos índices de 62,8% e 50,7% de um ano antes.
A demanda de passageiros da empresa no Brasil cresceu 38,4%, sobre índice da indústria de 35%. No mercado internacional houve crescimento de 34,2%, ante 12,8% do mercado.
A empresa também destaca o crescimento do programa de fidelidade Smiles, que fechou o período com 6,7 milhões de clientes e 160 parceiros.
A geração de caixa medida pelo Ebitdar (lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e aluguel de aeronaves, na sigla em inglês) somou R$ 405 milhões, crescimento de 12,7$ sobre o primeiro trimestre de 2009. A margem, enquanto isso, teve leve recuo nessa comparação, passando de 23,7% para 23,4%.
Mas ante o final de 2009, a margem Ebitdar apresentou ganho de 5,5 pontos percentuais, diante de um ambiente de forte competitividade de preços registrado pelo setor no fim do ano passado.
A Gol teve receita líquida de R$ 1,73 bilhão, crescimento de 14% na comparação anual e de 6,9% sobre o quarto trimestre de 2009.
Enquanto isso, custos e despesas operacionais subiram 9%, para R$ 1,54 bilhão, sobre o primeiro trimestre de 2009.
O resultado financeiro, que pressionou o lucro líquido da companhia aérea, foi de despesa de R$ 133,7 milhões contra gasto de R$ 12,9 milhões um ano antes e de R$ 72,7 milhões no quarto trimestre.
Esse desempenho foi afetado por apreciação do dólar contra o real, que afetou dívidas em moeda estrangeira. A linha, que gerou gasto de R$ 59 milhões no primeiro trimestre, tinha apresentado ganho de R$ 86,1 milhões um ano antes.
A companhia encerrou o primeiro trimestre com caixa de R$ 1,496 bilhão, sobre R$ 394,6 milhões no início de 2009. Enquanto isso, a dívida líquida somou R$ 1,74 bilhão no trimestre passado sobre R$ 2,936 bilhões na comparação anual.
A empresa manteve suas projeções para o ano, de crescimento do mercado doméstico entre 12,5% e 18% e yields (média que o passageiro paga por quilômetro voado) entre R$ 19,50 e R$ 0,21.
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