21/05/2010
Bovespa opera instável na abertura dos negócios; dólar atinge R$ 1,89
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) opera de maneira instável desde os primeiros negócios desta sexta-feira. Após seis dias consecutivos de perdas, analistas acreditam que há espaço para uma "valorização corretiva" nos preços das ações, mas sem sinal de mudança de tendência. Há expectativa em torno da reunião de ministros de Finanças europeus programada para hoje, que pode trazer novidades sobre a defesa do euro.
No caso de uma piora das expectativas, profissionais de mercado veem a Bolsa recuando para a casa dos 55 mil pontos e o dólar oscilando em torno de R$ 1,90.
O Ibovespa, principal termômetro dos negócios da Bolsa paulista, sobe 0,03%, aos 58.209 pontos. Ontem, a Bovespa fechou em queda de 2,5%.
O dólar comercial é negociado por R$ 1,897, em um avanço de 1,93% sobre o fechamento de ontem. A taxa de risco-país marca 255 pontos, número 5,37% acima da pontuação anterior.
As principais Bolsas de Valores asiáticas caíram novamente no fechamento, a exemplo de Tóquio (recuo de 2,45%) e Jacarta (retração de 2,63%). O mercado de Hong Kong encerrou o expediente de hoje estável.
Na Europa, a Bolsa de Londres cede 1,55%; a Bolsa de Frankfurt tem forte baixa de 2,54%.
Entre as primeiras notícias do dia, uma das Casas do parlamento alemão aprovou a participação, e repasse de verbas, para o pacote de 750 bilhões de euros, acordado entre União Europeia e FMI (Fundo Monetário Internacional) para defender o euro. A proposta ainda precisa passar pelo crivo dos demais legisladores alemães.
A estimativa do PIB (revisão final) desse país apontou uma variação de 1,7% no primeiro trimestre, sem alterações sobre a cifra previamente divulgada.
Em sua terceira intervenção neste mês, o Banco do Japão (o banco central local) injetou um trilhão de ienes no sistema financeiro local, de modo a acalmar os mercados diante da crise do euro.
A agenda de indicadores está esvaziada, tanto no front externo quanto doméstico.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u738592.shtml
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