27/07/2010
Hipotecar a casa em troca de dinheiro é mais barato, mas arriscado
No aquecido mercado de crédito brasileiro, vem crescendo o número de pessoas que contraem empréstimos dando um imóvel como garantia.
Chamado de “crédito com garantia em imóvel” ou “refinanciamento imobiliário”, esse tipo de hipoteca tem sido apontada pelas instituições que a oferecem como vantajosa para todos.
Ao terem uma garantia segura (um imóvel) de que receberão de volta o dinheiro emprestado, bancos e financeiras afirmam que podem oferecer taxas de juros mais baixas do que outras ofertadas no mercado e prazos longos para quitar a dívida.
Apesar das facilidades aparentes, economistas ouvidos pelo UOL Economia e o Procon-SP alertam para que as pessoas tenham cuidado ao contrair o empréstimo, já que o não cumprimento do acordo pode acarretar a perda do imóvel.
De modo geral, o tomador do empréstimo consegue levantar até 70% do valor do imóvel e pode quitar a dívida em até 30 anos. Além disso, as instituições não impõem restrições para o uso do dinheiro.
As taxas de juros nesse tipo de empréstimo não passam de 2,5% ao mês, índice inferior à média das operações de crédito registrada no mês de junho, que foi de 6,9%, segundo a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
Para as pessoas físicas, a média cobrada no cheque especial foi de 7,5% e no cartão de crédito foi de 10,69%.
Essas condições variam de banco para banco, podendo ser maiores ou menores, conforme a relação do cliente com a instituição.
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