14/09/2009
FMI diz que é preciso acelerar reformas de regulação financeira
O diretor-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Khan, afirmou nesta segunda-feira que é necessário acelerar as reformas em termos de regulação financeira.
"Já faz quase um ano e meio que existe um consenso bastante amplo entre os Estados em matéria de regulação financeira. O problema é que isto não levou à adoção de decisões suficientemente rápidas", declarou Strauss-Khan à rádio France Info.
"A opinião pública começa a ficar preocupada e tem razão", destacou, antes de defender a "aceleração" da regulação financeira.
Ele também elogiou o fato dos Estados terem compreendido, ao que parece, que em consequência da crise "é preciso seguir apoiando as economias".
Para Strauss-Khan "a crise financeira ficou para trás", mas ele afirmou ainda que "o desemprego continuará aumentado durante meses e meses, em particular na Europa e na França".
Nos dias 24 e 25 deste mês, o G20 (grupo que reúne representantes de países ricos e dos principais emergentes) vai se reunir na cidade de Pittsburgh (EUA), para dar continuidade às medidas adotadas nos últimos meses, com o objetivo de reativar a economia mundial.
Entre as medidas mais defendidas por líderes de países do G20 está a de regular e conter os pagamentos de gratificações aos executivos de instituições do setor financeiro. O ministro de Finanças da Suécia --país à frente da Presidência rotativa do bloco--, Anders Borg, disse que a UE (União Europeia) está disposta a mostrar determinação neste assunto, que será abordado nas próximas reuniões do G20 (grupo que reúne representantes de países ricos e dos principais emergentes).
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse recentemente que 50% dos bônus deveriam ser pagos em um período de três anos e pagos apenas com base em desempenho. A ministra da Economia da França, Christine Lagarde, sugeriu outras opções, como um imposto ou um limite na parcela dos lucros dos bancos que podem ser pagos como bônus.
O premiê do Reino Unido, Gordon Brown, disse por sua vez ao diário econômico britânico "Financial Times" ("FT") que defende a adoção de medidas contra as remunerações excessivas de banqueiros, como parte de um esforço internacional para retificar os problemas do sistema financeiro que levaram à crise global.
Fonte: folha.com.br
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