15/09/2009
Um ano após aperto da crise, economias dão sinais de recuperação
Um ano após a quebra do Lehman Brothers, que marcou o agravamento da crise financeira e o início de uma fase de recessão na economia mundial, algumas economias já dão sinais de recuperação (veja mapa abaixo).
No Brasil, o PIB (Produto Interno Bruto) registrou alta de 1,9% no 2º trimestre, ante os três meses imediatamente anteriores, saindo da recessão técnica com um dos melhores índices de crescimento no período.
Além disso, economias avançadas como Japão e Alemanha (a segunda e a quarta maior do mundo, respectivamente) também registraram expansão entre abril e junho.
A economia japonesa foi a que mais cresceu entre as desenvolvidas, com alta de 0,6% ante o 1º trimestre. O país vinha apresentando PIB negativo desde o segundo trimestre de 2008.
No caso da Alemanha, a variação positiva foi de 0,3%, a mesma registrada na França, em Portugal e na Grécia.
Mesmo com a expansão registrada em alguns países, a economia da União Europeia ainda registrou contração de 0,2% no 2º trimestre deste ano. O dado porém, registra melhora expressiva frente à queda de 2,4% registrada entre janeiro e março.
Algumas das influências para a variação negativa do PIB da UE foram o Reino Unido, que registrou contração de 0,7% no 2º trimestre, a Espanha, com queda de 1% no PIB, e a Itália, com retração de 0,5%.
Emergentes
Entre os países que, junto com o Brasil, compõem o Bric, China, Rússia e Índia tiveram variações positivas no último trimestre.
A economia chinesa cresceu 7,9% em comparação ao 2º trimestre de 2008, enquanto a Índia cresceu 6,1% na mesma base de comparação. Na Rússia, o crescimento ante o 1º trimestre foi de 7,5%.
Os dados desses dois países, porém, não consideram a sazonalidade e, portanto, não são comparáveis com a maioria dos países.
Recuperação
O crescimento de grande parte do mundo desenvolvido foi fraco e ocorreu, em boa parte, porque os recuos dos dois trimestres anteriores foram muito fortes, com várias países registrando quedas recordes.
Apesar disso, analistas dizem que o processo de recuperação já começou, ainda que grandes economias como os Estados Unidos --que teve queda de 0,3% no PIB no trimestre passado-- e o Reino Unido permaneçam em recessão.
Para Michael Mussa, que foi economista-chefe do FMI de 1991 a 2001, a crise chegou ao fundo do poço e estamos agora passando pelo processo de recuperação. Ao contrário de outros especialistas, que afirmam que a economia global deve sofrer novas caídas antes de se estabilizar, ele disse que o processo será em formato de V (isto é, a recuperação ocorrerá de forma rápida).
Para ele, o PIB global deve se expandir em 4% no último trimestre deste ano e atingir no fim de 2010 os níveis pré-crise.
Fonte: folha.com.br
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