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15/09/2009

Indústria pode reduzir em até 30% uso de energia com tecnologia atual



GENEBRA - A Agência Internacional de Energia (AIE) estima que o setor industrial já poderia reduzir o consumo de energia entre 20% e 30% se utilizasse a melhor tecnologia atualmente disponível no mercado.

Mas alerta em relatório publicado hoje que isso não será suficiente para reduzir as emissões de efeito-estufa, na medida em que a demanda global de energia deve mais do que dobrar até 2050. Para Nobuo Tanaka, diretor-executivo da agência, novas tecnologias serão necessárias para descarbonizar o setor elétrico e reduzir a intensidade de emissões de gases em setores chaves como siderúrgico, cimento, papel, químicos e petroquímicos, e alumínio.

A AIE estima que a China, Índia, México e África do Sul adotaram políticas ou lançaram programas que vão na direção correta, desde expansão de energia renovável e nuclear como mais políticas de eficiência energética.

Esta semana, um relatório divulgado em Londres diz que o Brasil está atrás da China na transição para a economia crescer simultaneamente à redução das emissões de efeito-estufa. O ritmo de adaptação da indústria a futura economia verde é mais acelerada no México e na Argentina.

O Brasil tem uma posição intermediária no " Índice de Competitividade de Carbono " , na comparação com os outros membros do G-20, grupo que representa 75% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e 70% das emissões de gases. O índice é elaborado pela E3G, um centro de estudos britânico dedicado a temas climáticos.

A E3G mede a riqueza nacional por unidade de emissão de carbono para constatar quais países podem ser mais competitivos sob os limites de emissões no futuro. Para isso, utiliza três índices.

Segundo o estudo, o Brasil e a Arábia Saudita foram os únicos países do G-20 que mais aumentaram a intensidade de carbono em suas economias durante o crescimento no período 1990-2005. (Assis Moreira | Valor Econômico para Valor Online)

Fonte: uol.com.br

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