21/09/2009
EUA, China e UE devem seguir FMI sobre política econômica, diz BC europeu
Estados Unidos, China e UE (União Europeia) devem aceitar o conselho do FMI (Fundo Monetário Internacional) de modificar suas políticas econômicas, disse o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Jean-Claude Trichet, em declaração publicada no jornal francês "Le Monde" nesta segunda-feira.
No jornal, Trichet afirmou que a fragilidade do sistema financeiro internacional precisa ser corrigida. Ele saudou o consenso entre os países do G20 (grupo que reúne representantes de países ricos e dos principais emergentes) sobre a necessidade de uma reforma financeira, dizendo ser particularmente forte entre representantes dos bancos centrais.
"Mas a questão mais difícil ainda está aberta: Europa, América e China estão prontas para modificar suas políticas macroeconômicas no futuro, seguindo o conselho do FMI e sob pressão dos pares pelo bem comum e estabilidade econômica mundial?", perguntou.
Os Estados Unidos estão propondo uma ampla estrutura econômica nova. O FMI estará no centro do processo de revisão que avaliará as políticas das nações e como elas afetam o crescimento econômico.
Na semana passada, o Parlamento Europeu já havia declarado que os líderes do G20 devem tentar avançar em uma reforma profunda do sistema financeiro global, e não se concentrar só em detalhes como remunerações no setor bancário. O grupo se reúne nos próximos dias 24 e 25 em Pittsburgh (EUA).
O objetivo da Presidência da UE --ocupada pela Suécia--, lembrou a ministra de Assuntos Europeus da Suécia, Cecilia Malmström, é que os membros europeus do G20 falem com uma só voz sobre o processo de retirada dos estímulos extraordinários para enfrentar a crise, os salários dos executivos bancários e a luta contra a mudança climática.
Segundo ela, o G20 conseguiu resultados importantes para tirar a economia da recessão, graças às numerosas injeções de dinheiro público, e para melhorar a regulamentação financeira, mas reconheceu que "resta muito a fazer".
Já o comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da UE (União Europeia), Joaquín Almunia, insistiu em que a atuação do G20 e os compromissos alcançados até agora serviram para evitar uma recessão ainda mais profunda e para colocar as bases de um sistema econômico e financeiro "que evite a repetição dos desequilíbrios e excessos que levaram à situação atual".
Fonte: folha.com.br
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