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24/09/2009

Economia dos EUA acelerou após forte declínio, diz Fed



A economia americana conseguiu "ganhar velocidade" após um declínio acentuado, informou nesta quarta-feira o Fed (Federal Reserve, o BC americano), no dia em que manteve sua taxa de juros em uma margem de zero a 0,25% ao ano --onde está desde dezembro do ano passado.

"Informações recebidas desde que o Fomc [Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês, equivalente ao Copom no Brasil] se reuniu em agosto sugerem que a atividade econômica ganhou velocidade após um forte declínio", diz o comunicado divulgado hoje. Em agosto, o Fed havia apontado na nota publicada então que a indicação era de que a atividade econômica estava "se nivelando".

Segundo o Fed, "embora a atividade econômica provavelmente vá permanecer fraca por algum tempo, o comitê espera que as ações para estabilizar os mercados financeiros e as instituições, os estímulos fiscais e monetários e as forças do mercado vão apoiar um reforço no crescimento econômico e uma volta gradual a níveis mais altos de utilização de recursos em um contexto de estabilidade de preços".

O banco reafirmou que o programa de US$ 300 bilhões para compra de Treasuries (títulos do Tesouro americano) será encerrado em outubro deste ano --um mês além do planejado. Em março, o Fed havia anunciado que iria adquirir até US$ 300 bilhões de títulos do Tesouro de longo prazo, visando colocar mais crédito em circulação entre as instituições privadas. O programa deveria durar pelos seis meses seguintes, até setembro.

"As condições nos mercados financeiros parecem estar se estabilizando, mas permanecem pressionadas pela perda contínua de empregos, riqueza menor das famílias, pelo crescimento lento da renda e crédito restrito", diz a nota.

O Fed destaca ainda que os preços da energia e de outras commodities tiveram alta recentemente, mas que a inflação "deve permanecer subjugada por algum tempo".

Economia

No trimestre passado, a economia americana sofreu uma queda de 1%. A queda, no entanto, foi recebida como um bom sinal, uma vez que de janeiro a março o declínio havia sido de 6,4%. O país está em recessão desde dezembro de 2007, mas o otimismo quanto ao desempenho no atual trimestre sinaliza uma melhora --o presidente do Fed, Ben Bernanke, disse no mês passado que a recessão "provavelmente" já acabou.

O setor manufatureiro, um dos mais afetados pela recessão, apresentou recuperação em diversos distritos do Fed; a produção industrial do país também teve desempenho positivo, com crescimento de 0,8% em agosto.

O mercado imobiliário, setor que está no centro da crise financeira que resultou na recessão da economia americana, continuou a mostrar desempenho positivo. Os sinais mais recentes são a alta de 0,3% nos preços dos imóveis residenciais nos Estados Unidos em julho --dado da FHFA (Agência Federal de Financiamento da Habitação, na sigla em inglês)-- e a alta de 1,5% na construção de casas em agosto, após queda de 0,2% um mês antes.

Fonte: folha.com.br

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