25/09/2009
BC mantém projeção de alta do PIB em 0,8% para 2009
BRASÍLIA - O Banco Central (BC) manteve em 0,8% a projeção de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009, sobre 2008. A previsão está no Relatório de Inflação de setembro, e é a mesma apontada pela autoridade monetária em junho, com expectativa mais pessimista, no entanto, para o desempenho da indústria.
Do lado positivo, o documento destaca aumento do consumo do governo, de 2,5% para 2,8%, e também maior dinamismo no consumo das famílias, com alta revisada de 2,3% para 2,8%, além de certa melhora na queda dos investimentos.
A evolução da economia confirma as expectativas antecipadas pelo BC, de que o pior da crise global teria provocado efeitos internos no primeiro trimestre do ano. A ligeira recuperação da atividade demonstrada no segundo trimestre seria fruto da eficácia "da flexibilização da política monetária e dos incentivos fiscais direcionados a segmentos importantes da economia", ou seja, das medidas governamentais anticrise.
Mas o BC ainda vê a indústria abalada com a forte retração do fim de 2008, em processo de desova de estoques, sem retomada efetiva do uso da capacidade instalada. Por isso, o desempenho do setor industrial agora é previsto em retração de 3,3%, ante o recuo de 2,2% apontado em junho.
A grande contribuição ao PIB será do setor de serviços, cujo desempenho foi reestimado de expansão de 2,1% para 2,7% pelo BC. A agropecuária, que no relatório anterior apontava para um desempenho anual negativo em 0,8%, deve aprofundar essa queda para 1,2%.
O BC vê ainda trajetória mais desfavorável para a receita do governo, tendo reduzido para 0,8% a contribuição dos impostos sobre produtos, antes esperada em 1%.
No comércio exterior, as exportações devem recuar 7,5% sobre 2008, um pouco melhor do que a retração de 15,2% prevista antes. E as importações devem cair 11%, também uma reestimativa sobre os 16% de queda da projeção de junho.
A autoridade monetária conclui, porém, que há forte indícios do "início de um novo ciclo de crescimento econômico no país", com a "consolidação do mercado interno como fator determinante" para isso.
Fonte: economia.uol.com.br
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