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05/10/2009

FMI dá primeiro passo para aumentar cotas de emergentes



Os 186 países membros do FMI (Fundo Monetário Internacional) manifestaram neste domingo apoio ao aumento das cotas dos países emergentes, ao fim de uma assembleia em Istambul.

Os Estados membros do Fundo respaldaram um aumento das cotas-partes para os países emergentes de pelo menos 5%, como decidiu o G20 há uma semana na reunião de Pittsburg.

"Respaldamos a transferência de cotas aos mercados emergentes dinâmicos e os países em desenvolvimento de pelo menos 5%, por parte de países muito representados a outros subrepresentados", afirma uma declaração conjunta do IMCF (Comitê Monetário e Financeiro Internacional, na sigla em inglês), a instância dirigente do FMI.

Os países membros do Fundo, que integram o IMFC, deram prazo à diretoria do FMI até janeiro de 2011 para as mudanças.

Mas o Brasil reiterou o pedido de aumento de 7% das cotas dos países emergentes no FMI.

"Na reunião de cúpula do G20 em Pittsburg, os líderes estabeleceram um mínimo, mas não um teto para a transferência de cotas", recordou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, no Comitê Monetário e Financeiro Internacional.

"Continuamos pensando que esta mudança deveria ser de 7%. Com esta dimensão, a parte dos mercados emergentes e dos países em desenvolvimento lhes permitiria alcançar um poder de voto de 50% e isto corresponderia mais ou menos ao que representam na economia internacional", explicou.

Consultado sobre o pedido do Brasil, o diretor geral do Fundo, Dominique Strauss-Kahn, declarou que a mudança de cotas supera 7% se for levado em consideração os 2,5% aprovados em 2008 e que vários países ainda não ratificaram.

Paralelamente, os países se comprometeram neste domingo a manter as políticas de respaldo orçamentário, monetário e ao setor financeiro

"As medidas políticas decisivas e coordenadas dão espaço aos sinais de começo da recuperação", afirma a nota do IMCF, que reuniu os ministros das Finanças dos 186 países membros.

Por este motivo prometem manter as políticas até a garantia de uma recuperação duradoura.

Strauss-Kahn aproveitou a ocasião para afirmar que o novo papel do FMI implicará um aumento considerável de seus recursos.

"Se este processo for levado adiante, que precisará de muito tempo, vamos necessitar de um aumento substancial dos recursos do FMI", declarou o diretor do Fundo à imprensa, após a reunião do IMFC, a instância dirigente da instituição.

Fonte: folha.com.br

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