07/10/2009
Bancos devem "desculpa ao mundo real", diz presidente do HSBC
O presidente do banco britânico HSBC, Stephen Green, disse que os bancos "deve uma desculpa ao mundo real" pelos erros que conduziram à crise financeira do ano passado e que é necessário uma mudança de cultura para melhorar a percepção que têm os cidadãos da tarefa que desempenham os banqueiros.
Green fez as declarações à rede britânica BBC em Istambul (Turquia), onde acontecem as assembléias do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial. Ele disse ainda que os bancos "também devem ao mundo real o compromisso de aprender as lições que têm a ver com governo, ética e cultura na indústria".
Ele considerou que essas mudanças "não se podem conseguir simplesmente com normas e regulação", embora reconhecesse que é "inevitável" que tanto os organismos reguladores como os diretores dos bancos aprendam com o ocorrido no último ano.
O presidente do banco ressaltou que o setor bancário deve "prestar muito mais atenção à liquidez" do que fez até agora, depois da FSA (Autoridade de Serviços Financeiros, na sigla em inglês) do Reino Unido anunciar na segunda-feira novas regras ao respeito.
A FSA estabeleceu que os bancos devam possuir mais ativos que tenham uma liquidez real, como os bônus do Estado, para ser mais solventes frente a eventuais crises futuras.
Sobre o futuro de Londres como um dos grandes centros financeiros do mundo, Green reconheceu que a tendência é que a capital britânica perca peso em benefício do mercado asiático.
De fato, o HSBC decidiu transferir seu diretor-executivo, Michael Geoghan, de Londres a Hong Kong.
"Dois terços de nossos negócios estão na Ásia. É para onde pensamos que se está transferindo o centro de gravidade da economia mundial", afirmou.
Fonte: folha.com.br
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