23/10/2009
Crise custará mais de US$ 150 bi à América Latina, diz FMI
A crise financeira internacional custará à América Latina mais de US$ 150 bilhões, apesar de a região ter resistido bem às turbulências na economia mundial, informou nesta sexta-feira o FMI (Fundo Monetário Internacional), em um relatório.
O documento diz ainda que os países da região devem pensar em quando e como vão retirar seus pacotes de estímulo econômico. "Nos países mais bem preparados, que conseguiram adotar medidas de estímulo monetário e fiscal, os governos devem decidir quando começar a retirar o estímulo e com qual ritmo isto será feito", explicou o texto.
"Retirar o estímulo muito rapidamente acarretaria em riscos, pois a recuperação mundial ainda não está bem instalada, mas retirar os incentivos de forma muito lenta também inclui riscos", destacou o relatório.
Alguns países como o Brasil, que deve registrar uma desaceleração econômica de 0,7% este ano, com crescimento de 3,5% em 2010, começaram a sentir uma revalorização de sua moeda que pode dificultar a recuperação.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou um imposto de 2% sobre o capital estrangeiro orientado para a renda fixa e a Bolsa, para conter a especulação.
"Essas medidas, que costumam funcionar somente por tempo limitado, podem levar à tentação de se adiar outras reformas estruturais", advertiu Nicolas Eyzaguirre, diretor para as Américas do Fundo.
A América Latina, que mostra grande heterogeneidade ante a crise, deve em todo caso se acostumar a taxas de crescimento menores. Segundo o Fundo, a região registrará em seu conjunto crescimento de 2,5% este ano e 2,9% no próximo ano.
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