29/10/2009
Copom diz que demanda doméstica mostra recuperação e pede cautela
Apesar de ter mantido a taxa de juros (Selic) no mesmo patamar pela segunda reunião consecutiva, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) começa a dar sinais de preocupação com o aquecimento da demanda interna, que poderia criar pressão inflacionária sobre os preços.
Na ata divulgada nesta quinta-feira, o comitê diz que a demanda doméstica mostra recuperação e pede a manutenção de uma política monetária cautelosa. Na semana passada, o Copom manteve a Selic em 8,75% ao ano.
"Depois de uma breve contração, a demanda doméstica passou a mostrar evidências de recuperação, graças aos efeitos de fatores de estímulo, como o crescimento da renda", afirma a ata.
O Copom ressalta que "importantes estímulos monetários e fiscais foram introduzidos na economia nos últimos trimestres", o que deverá contribuir para a retomada da atividade econômica.
"Os efeitos desses estímulos devem ser cuidadosamente monitorados ao longo do tempo e são parte importante do contexto no qual decisões futuras de política monetária, que devem assegurar a manutenção da convergência da inflação para a trajetória de metas ao longo do horizonte relevante, serão tomadas", completa.
Apesar de alertar para a recuperação da demanda, o conselho ressalta que ainda persiste "sensível margem de ociosidade dos fatores de produção" que não deve ser eliminada rapidamente. Ainda assim, como na ata da reunião de setembro, o comitê defende uma postura cautelosa para assegurar que a inflação permaneça dentro das metas estabelecidas pelo governo.
"O Copom considera, também, que uma postura mais cautelosa contribuirá para mitigar o risco de reversões abruptas da política monetária no futuro e, assim, para a recuperação consistente da economia ao longo dos próximos trimestres", afirma.
Fonte: folha.com.br
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