09/11/2009
Itaú Unibanco descarta elevar provisões contra inadimplência no 4º trimestre
O Itaú Unibanco já passou pelo pior momento da inadimplência e não pretende aumentar as provisões no quarto trimestre, disse o presidente do conselho da instituição, Pedro Moreira Salles, em entrevista à Reuters.
Ele afirmou que o pico da inadimplência ocorreu alguns meses atrás e que não espera surpresas ruins no balanço do banco no fim do ano.
"Nós acreditamos que vimos o pico da inadimplência entre os segundo e terceiro trimestres", disse ele na capital dos Emirados árAbes Unidos, Abu Dhabi. "As condições para bons crédito e portfólios estão aí e vemos a inadimplência diminuindo e revertendo para onde ela estava antes de setembro de 2008."
Moreira Salles não fez previsão para o lucro no quarto trimestre, mas afirmou que o período será "muito positivo". "O fim do ano normalmente é um bom momento para a atividade econômica e normalmente é o mais forte para os bancos."
"O portfólio de crédito está melhorando e os negócios estão se recuperando. Estamos vendo volumes recordes (...) A tendência é muito boa."
Quando questionado sobre se haveria um aumento das provisões neste último trimestre, ele disse que não.
Na semana passada, o banco informou que teve lucro líquido de R$ 2,268 bilhões no terceiro trimestre deste ano, contra um lucro pró-forma de R$ 2,551 bilhões em igual período do ano passado --uma queda de 11% (os números comparativos de igual período do ano passado são apresentados na base pró-forma porque a fusão que uniu Itaú e Unibanco aconteceu em novembro de 2008).
Previsões
O diretor-executivo de Controladoria do Itaú Unibanco, Silvio de Carvalho, disse também na semana passada que o banco prevê um crescimento entre 5% e 5,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2010. Com isso, a expectativa é de uma expansão de 12% no nível de financiamento neste ano, e de 20 a 25% no próximo.
Esse crescimento no volume de crédito, somado às perspectivas positivas para a economia, farão com que os índices de inadimplência voltem a registrar queda, segundo o executivo. Para o ano que vem, a previsão é que os indicadores de inadimplência voltem aos níveis pré-crise, em torno de 4,5%, a partir do segundo semestre.
Os dados divulgados hoje mostram que o banco tinha, ao final de setembro, uma carteira de crédito de R$ 268,693 bilhões, com expansão de 5,5% em relação ao número pró-forma de R$ 254,766 bilhões do final do terceiro trimestre de 2008.
Fonte: folha.com.br
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