19/11/2009
BM&FBovespa vê como positiva medida do governo de taxar operações com ADR
O presidente-executivo da BM&FBovespa, Edemir Pinto, avaliou nesta quarta-feira (18) como positiva a decisão do governo de taxar as operações com ADR --recibos de ações de empresas brasileiras negociados no exterior.
"Isso mostra que o governo está atento às distorções que haviam sido causadas", disse o executivo.
Ele acrescentou que, agora, espera que o governo esteja atento também aos efeitos do IOF anunciado em outubro sobre as ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) e sobre as operações follow-on.
Nova medida
O ministro da Fazenda (Guido Mantega) anunciou nesta quarta-feira que o governo vai cobrar 1,5% de IOF sobre operações com papéis de empresas brasileiras no exterior.
Nesse tipo de operação, são emitidos recibos de ações das empresas, as chamadas DRs (Depositary Receipts) em Bolsas como a de Nova York --onde o recibo tem o nome de ADR.
De acordo com o ministro, a medida tem por objetivo evitar a migração de investimentos que seriam feitos na Bolsa brasileira para outros mercados, como forma de fugir da taxação de 2% de IOF que incide sobre a entrada de capital estrangeiro no país há um mês.
"Quando nós estabelecemos o IOF, houve uma preocupação da Bolsa brasileira no sentido de que nós pudéssemos estar transferindo para Nova York parte das operações, as aplicações em Bolsa através dos ADRs. Então, para eliminar essa possibilidade, nós hoje estamos anunciando uma medida de taxação das operações de ADR".
O ministro afirmou que a cobrança será feita quando o vendedor das ações fizer o depósito no banco aqui no Brasil.
Fonte: folha.com.br
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