23/11/2009
Economistas elevam previsão de expansão dos EUA em 2010
Um grupo de economistas de empresas dos Estados Unidos elevou suas previsões para o crescimento econômico do país no ano que vem, mas previu que o desemprego seguirá elevado, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira.
A Associação Nacional de Economistas Empresariais estima que o PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano crescerá 2,9%, acima da estimativa de outubro de 2,6%.
Para 2009, os economistas preveem uma contração de 2,4%, uma ligeira melhora ante o cenário de queda de 2,5% de outubro.
O desemprego deve manter-se em uma média de 10% do quarto trimestre deste ano até o segundo de 2010, para depois cair a 9,6% até o fim do ano que vem.
A pesquisa feita com 48 membros da associação foi conduzida entre 24 de outubro e 5 de novembro.
No último dia 16, o presidente do Fed (Federal Reserve, o BC americano), Ben Bernanke, disse que, embora o crescimento da economia dos Estados Unidos deva continuar em 2010, a expansão será menos robusta que o esperado.
"A meu ver, a recente retomada reflete mais que fatores puramente temporários e o crescimento contínuo no próximo ano é provável. No entanto, alguns desafios significativos --em particular as restrições a empréstimos por parte dos bancos e um mercado de trabalho fraco-- provavelmente impedirão que a expansão seja tão robusta quanto esperávamos", disse Bernanke, em discurso no Clube Econômico de Nova York.
No trimestre passado, o país saiu da recessão, com um crescimento de 3,5%. No segundo trimestre houve queda de 0,7%, após uma revisão da leitura inicial, que mostrava queda de 1%. O resultado encerrou uma série de quatro trimestres de queda, iniciada no terceiro trimestre do ano passado --quando a contração foi de 2,7%.
O diretor-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, descartou recentemente a possibilidade de uma nova recessão nos Estados Unidos com o fim do plano de recuperação orçamentária, e destacou que a economia mundial está crescendo.
"Não acredito que um cenário de una recaída seja provável. Há algum risco, mas não acredito que aconteça", declarou Strauss-Kahn na reunião anual do Apec (Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, na sigla em inglês), em Cingapura.
Fonte: folha.com.br
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