24/11/2009
Bolsas da Ásia fecham em baixa à espera de indicadores econômicos
As Bolsas da Ásia encerraram a terça-feira em baixa, com os investidores realizando lucros após as altas recentes. Os investidores aguardam a divulgação de novos indicadores tanto da Ásia quanto de países em outras regiões, a fim de avaliar a força da retomada após o fim da recessão em algumas das principais economias.
O foco das atenções hoje é a divulgação da revisão do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos referente ao terceiro trimestre; na primeira divulgação foi apresentado um crescimento de 3,5% anual.
A Bolsa de Tóquio perdeu 1,01%, para 9.401 pontos. O iene mais firme abateu os exportadores.
A incerteza política também está ajudando a derrubar o mercado japonês. O ministro das Finanças, Hirohisa Fujii, disse hoje que a demanda está fraca e que a política fiscal sozinha não pode estimulá-la, colocando mais pressão no banco central a responder à deflação e gerando uma disputa entre o governo e o Banco do Japão (BC do país).
Outra pressão sobre a Bolsa veio da Japan Airlines, cujas ações caíram 8,4%, por temores de que a empresa aérea possa ter que enfrentar a falência. Investidores estão incertos sobre se ela conseguirá cumprir os cortes planejados em seus pagamentos de pensão e se qualificar para receber ajuda do governo.
A Bolsa de Hong Kong teve baixa de 1,53%, para 22.423 pontos; em Xangai, a Bolsa teve queda de 3,45%, para 3.223 pontos. "O mercado de Xangai tem se fortalecido recentemente, então não é surpresa ver alguma realização de lucro", disse Belle Liang, diretor de pesquisa do Core Pacific-Yamaichi.
Pela região, a Bolsa de Sydney (Austrália) caiu 0,68%, a 4.685 pontos. Em Cingapura, houve perda de 0,64%, a 2.779 pontos. Na Bolsa de Seul (Coreia do Sul), a Bolsa recuou 0,78%, a 1.606 pontos.
"Eu acho que todos estão aguardando sinais de uma desaceleração [dos mercados] há tanto tempo e ela não vem. Há um pouco de nervosismo; você tem o ouro em patamares recordes", disse Martin Angel, dealer do Patersons Securities na Austrália, referindo-se à commodity vista como um ativo mais seguro que as ações.
"O mercado está basicamente em um modo de espera, aguardando mais dados", afirmou Peter McGuire, diretor-gerente do Commodity Warrants Australia.
Fonte: folha.com.br
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