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30/11/2009

Bolsa de Dubai fecha em baixa de 7,3%; Abu Dhabi tem queda de 8,3%



As Bolsas de Dubai e Abu Dhabi tiveram fortes quedas nesta segunda-feira, de 7,3% e 8,3% respectivamente, no primeiro dia de operação depois do anúncio, na semana passada, de que a Dubai World --o braço de investimentos do emirado de Dubai-- vai adiar por seis meses o pagamento de uma dívida.

O índice DFM, da Bolsa de Dubai, fechou com 1.940,36 pontos; o índice Abu Dhabi fechou com 2.668,03 pontos.

O volume de transações nos dois mercados foi fraco, com forte oferta de vendas e praticamente nenhuma demanda de compra.

As ações do gigante imobiliário Emaar perderam 9,86% na Bolsa de Dubai em relação ao fechamento dos negócios na quarta-feira (25), último dia de pregão antes do anúncio da moratória da dívida da Dubai World.

Em Abu Dhabi, as principais ações dos setores imobiliário, de telecomunicações e de energia foram os mais afetados, com quedas respectivas de 9,9%, 9,73% e 9,67%.

Os principais países afetados pela recente crise econômica passaram por um novo susto com o anúncio, na semana passada, de que a Dubai World, o braço de investimentos do emirado de Dubai --um dos sete que compõem os EAU--, vai adiar por seis meses o pagamento de dívidas.

As dívidas da Dubai World totalizam US$ 59 bilhões; o adiamento solicitado deixa o pagamento para maio de 2010. O pedido de prazo também se aplica para as dívidas da Nakheel, uma companhia do setor imobiliário e subsidiária da Dubai World.

No últimos anos, Dubai elaborou planos ambiciosos para o setor imobiliário na expectativa de se tornar um polo turístico no Oriente Médio. A crise global, no entanto, afetou todos os setores de Dubai, onde depois de seis anos de rápido crescimento, a economia despencou desde meados de 2008 e o mercado imobiliário foi fortemente atingido, com queda nos preços dos imóveis.

Ontem o banco central dos EAU (Emirados Árabes Unidos) ofereceu ajuda emergencial aos bancos, acrescentando que continuará monitorando a situação. O banco informou na nota que o instrumento terá taxa de 0,50 ponto percentual sobre a Eibor (taxa interbancária do país) de 3 meses. Sem mais detalhes, a nota informa que a autoridade monetária do país dará suporte aos bancos e que o sistema bancário dos EAU está mais sólido e líquido hoje do que há um ano.

O FMI (Fundo Monetário Internacional) disse ter recebido bem a decisão do BC dos EAU. "Os Emirados Árabes Unidos são uma economia forte (...) e saudamos a decisão do banco central de disponibilizar aos bancos um instrumento especial de liquidez [oferta de dinheiro] adicional', informou o Fundo em comunicado divulgado neste domingo (29).

Fonte: folha.com.br

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