07/12/2009
Inflação, juro e PIB dominam a agenda da semana
Apesar da relevância do humor internacional para os rumos a serem tomados pelo mercado financeiro doméstico, os investidores brasileiros estarão muito atentos a dados econômicos locais que vão ser conhecidos nos próximos dias. Inflação, PIB e juros compõem a agenda de eventos econômicos nacionais da semana.
Nesse sentido, a quarta-feira tende a ser o dia mais intenso e agitado, pois ocorrerá a reunião do Copom sobre a taxa básica de juros e a apresentação do IPCA de novembro.
Para o encontro do Copom (Comitê de Política Monetária), a expectativa predominante é a de que a taxa básica Selic seja mantida nos atuais 8,75% ao ano. O mercado conta com a elevação da taxa em 2010 e o que se espera neste momento é que os membros do Copom deem algum sinal sobre quando será possível isso ocorrer.
No mesmo dia, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga o resultado do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). O mercado espera que o índice oficial de preços tenha registrado alta de 0,38% em novembro.
O IPCA é utilizado pelo BC para monitorar sua meta de inflação, que é de 4,5% em 2009. Até o mês de outubro, o IPCA tinha alta acumulada de 3,5%. Se a meta não é ameaçada, o BC pode manter os juros em patamares mais baixos. Com o esperado aquecimento econômico no país em 2010, os analistas esperam que a Selic seja elevada no próximo ano.
Para fechar os dados mais relevantes da agenda brasileira semanal, na quinta-feira vai ser conhecido o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) no terceiro trimestre do ano, a ser apresentado pelo IBGE. O mercado projeta alta trimestral de 1,9% no PIB.
No acumulado de 2009, o relatório Focus realizado semanalmente pelo BC junto a cem bancos mostra que a expectativa é de crescimento de 0,20% do PIB. Para 2010, a projeção do mercado é de que haja expansão de 5% da economia.
"Um aumento de volatilidade pode vir com a divulgação de importantes dados domésticos na semana, já que serão conhecidos a decisão do Copom, que não deve trazer grandes surpresas, e o desempenho do PIB brasileiro do terceiro trimestre", afirma José Góes, economista da WinTrade.
Cena externa
No exterior, também não faltarão dados para serem acompanhados. Hoje haverá um importante indicador na maior economia do planeta, que é nível do crédito ao consumidor americano em outubro.
Na quarta-feira, o nível dos estoques no atacado nos EUA e as solicitações de empréstimos hipotecários formam os principais indicadores do dia.
Na quinta-feira, a apresentação do resultado do Orçamento do Tesouro americano em novembro e os dados da balança comercial do país estão na agenda. Na quinta também é dia dos dados de novos pedidos de seguro-desemprego no país. Após o inesperado recuo na taxa de desemprego americano, que caiu de 10,2% para 10% no mês passado, os investidores querem ver como ficaram os últimos números sobre o mercado de trabalho no país.
A reunião do BoE (sigla em inglês do BC britânico) para definir como fica sua taxa básica fecha a agenda de eventos internacionais da quinta-feira. A expectativa é que a autoridade monetária mantenha a taxa nos atuais 0,50% ao ano.
Na sexta-feira, saem os dados das vendas no varejo americano, dos estoques das empresas no país e, para encerrar, a confiança do consumidor, medido pela Universidade de Michigan.
Fonte: folha.com.br
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