07/12/2009
Especialistas veem Bolsa em alta até o fim do ano
Opinião predominante é que a tendência de alta segue até o final do ano.
SÃO PAULO - A semana à frente traz uma série de eventos em destaque, mas o discurso segue infalível: mais alta. A trajetória de ganhos do Ibovespa tem tudo para continuar na opinião dos analistas, e a conta para tal é básica. Dezembro historicamente é favorável à bolsa e não há grandes preocupações.
"Tem pessoal querendo melhor o desempenho das carteiras, tem décimo terceiro, há uma movimentação maior na economia, é um período muito bom para comércio, indústria". Eduardo Machado, da Amaril Franklin, lista argumentos para explicar que o momento favorece. Em suas projeções, é enfático: "acredito que o mercado deve buscar 70 mil, 72 mil pontos nas duas próximas semanas".
E o que parecia ameaça não parece ameaçar mais. O assunto é a novidade de Dubai, "algo que não tem força para trazer pânico, uma eminência de crise. É uma coisa mais localizada, não tem um impacto significativo", na opinião de Machado.
Para os intradays
Mas mesmo que a tendência siga inabalável, os intradays devem responder à tal "série de eventos" citada no início. As próximas sessões reservam PIB e Copom por aqui, dentre outros dados importantes da inflação e da indústria. Por outro lado, "segunda, terça e quarta não tem nenhum indicador nos Estados Unidos que possa mudar alguma coisa", pondera Luís Augusto Pacheco, da corretora Omar Camargo.
PIB e Copom à parte, o analista da Omar Camargo pede atenção com os dados fora de foco, mais especificamente com a capacidade da indústria, que sai segunda-feira. "É relativamente importante, principalmente pelo impacto na taxa de juro. Se a capacidade da indústria está subindo muito, talvez a releitura da taxa de juros aumente para o ano que vem. Estamos esperando um aumento grande, se for muito acima do esperado, pode ter impacto".
Correr antes de virar
Além disso, a semana começa com discurso de Bernanke no cronograma internacional. De todo este movimento, o PIB deve ser mesmo o carro-chefe da semana na agenda interna. Para o BB Investimentos, é o "divisor de águas doméstico". Aliás, o BB também acredita em mais alta neste resto de ano, mas pede (em relatório) "dinheiro novo" para dar consistência ao movimento.
De fato, as opiniões predominantes seguem apontando para o mesmo lado, ou melhor, para cima. No entanto, o investidor que acreditar em um sprint de final de ano deve correr, pelo menos na opinião de Machado: "para princípio do ano [2010], a gente acredita em realização".
Fonte: folha.com.br
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