18/12/2009
Confiança dos empresários na Alemanha atinge maior nível em mais de um ano
A confiança do empresário da Alemanha aumentou em dezembro para o maior patamar desde julho de 2008, informou o instituto econômico alemão Ifo nesta sexta-feira.
O índice --apurado com base nas respostas de cerca de sete mil empresas-- aumentou para 94,7 pontos neste mês, contra 93,9 em novembro.
Economistas consultados pela Reuters projetavam uma leitura de 94,5, com estimativas variando entre 93,5 e 95,2.
Na terça-feira (15) o Ifo melhorou suas previsões para o PIB (Produto Interno Bruto) da Alemanha em 2009 e 2010, mas informou que condições ruins para o crédito e a retirada dos estímulos pelo governo deixariam a economia do país enfraquecida.
O instituto prevê um declínio de 4,9% neste ano --ainda o pior desempenho anual desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), mas acima da previsão de junho, de contração de 6,3%.
Para 2010, o instituto projetou que o PIB da Alemanha crescerá 1,7%, muito acima da previsão anterior, de contração de 0,3%. Em 2011, o Ifo espera que crescimento do PIB desacelere para 1,2%.
Também na terça, no entanto, o instituto econômico ZEW (Centro para a Pesquisa Econômica Europeia, na sigla em alemão) informou que a confiança dos investidores e dos analistas da Alemanha diminuiu pelo terceiro mês consecutivo em dezembro. O índice apurado pelo instituto caiu para 50,4 pontos neste mês, contra 51,1 em novembro.
PIB
No início deste mês o Bundesbank (banco central alemão) revisou para cima suas previsões macroeconômicas para a Alemanha; a instituição prevê agora que a contração do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano será de 4,9%, e não de 6,2%, como na previsão anterior.
Para 2010, o Bundesbank previu um crescimento do PIB de 1,6%, frente à estagnação contida nas previsões realizadas em junho.
A recuperação, no entanto, será acompanhada de um aumento do desemprego, que passará de uma média anual de 3,4 milhões de pessoas (2009), para 3,8 milhões (2010) e 4,2 milhões (2011). Com isso, a a taxa de desemprego aumentará, segundo o Bundesbank, de 8,2% neste ano para 10,1% em 2011.
Fonte: folha.com.br
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