21/12/2009
Telefônica pressiona CVM contra compra da GVT pela Vivendi
A disputa pelo controle da GVT, adquirida pelos franceses da Vivendi, ainda não acabou para a Telefônica, que pressiona a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para que a investigação seja concluída e que o Ministério Público Federal entre no caso, informa Julio Wiziack na edição de hoje da Folha. A reportagem completa está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL.
O órgão seria o único capaz de exigir a reversão do negócio na Justiça. A Telefônica sabe que a chance é pequena, mas não descarta a possibilidade. Da CVM os espanhóis esperam a condenação da Vivendi. Isso daria força a um processo movido por ela contra os franceses exigindo indenizações.
Em 13 de novembro, o grupo francês anunciou a aquisição do controle (57,5% das ações) da GVT por R$ 7,7 bilhões, sendo 37,9% em ações efetivamente adquiridas pela própria Vivendi e 19,6% em opções de compra, garantidas pelo fundo inglês Tyrus. Com o anúncio, a Telefônica, que fizera oferta para adquirir a GVT em leilão público, ficou fora da disputa. Os espanhóis, no entanto, acreditam que o fundo não tinha como garantir a entrega dos papéis --fato que não daria o controle da GVT à Vivendi naquele momento, atrapalhando o leilão da Telefônica, que ocorreria seis dias depois. Antes das suspeitas dos espanhóis, a CVM já havia aberto processo para investigar a operação.
A Vivendi afirma que está segura de que não há nenhuma irregularidade na participação do Tyrus. Mas não respondeu ao principal questionamento da Folha: o Tyrus detinha o direito de compra sobre ações da GVT em posse de terceiros em 13 de novembro? A CVM diz que as informações prestadas pela Vivendi ainda não foram suficientes e que as investigações continuam. O caso é importante porque é a primeira vez que uma empresa é adquirida do mercado, e não dos controladores. Se confirmadas as acusações, a Vivendi poderá ter causado danos não só à Telefônica, mas ao mercado brasileiro.
Fonte: folha.com.br
|
|
|