28/12/2009
BNDES leiloa ação da Telemar e favorece fundos de pensão
O BNDES venderá 14,47% do capital da Telemar Participações --dona do grupo Oi-- em um leilão público de cartas marcadas, em que dois fundos de pensão estatais --Petros (dos empregados da Petrobras) e Funcef (dos funcionários da Caixa Econômica Federal)-- estarão em vantagem sobre outros eventuais candidatos, informa Elvira Lobato na edição de hoje da Folha. A reportagem completa está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL.
O leilão é a última etapa da reestruturação acionária da holding do grupo Oi, iniciada em abril do ano passado. A previsão é que ele aconteça ainda neste ano ou no início de janeiro. O preço mínimo de venda das ações será da ordem de R$ 950 milhões. Os fundos fazem parte do bloco de acionistas controladores da Telemar Participações, que têm preferência para comprar as ações pelo preço final do leilão. Essa vantagem só foi possível porque o acordo de acionistas da Telemar foi modificado em abril de 2008 e o BNDES se obrigou a dar preferência aos controladores.
Outros fatores desestimulam a participação de grupos de fora no leilão. As ações da Telemar Participações não são negociadas na Bolsa de Valores e não têm liquidez. Além disso, se um candidato de fora do grupo vencer o leilão --hipótese considerada improvável--, ele será acionista minoritário na companhia e suas ações valerão menos do que as dos controladores, o que também desestimula a competição. A diferença reconhecida pelo mercado é de 20%.
O leilão deveria ter acontecido logo após a aprovação da compra da Brasil Telecom pela Oi, em dezembro do ano passado. Questões burocráticas atrasaram o plano. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) é o maior acionista individual da Telemar, com 31,36% das ações com direito a voto da companhia, em nome de sua subsidiária BNDESPar.
Fonte: folha.com.br
|
|
|