30/12/2009
Bolsas da Ásia fecham sem direção, com baixo volume de negócios
As principais Bolsas da Ásia fecharam nesta quarta-feira em queda sem uma direção definida, em mais dia um pregão abatido pelo fraco volume de negócios no fim do ano. No Japão, o movimento houve queda devido aos temores sobre uma falência da Japan Airlines.
As ações da Japan Airlines tiveram uma forte queda devido às preocupações de que a empresa será reestruturada em uma corte de falência como parte de uma ajuda do governo.
A Bolsa de Tóquio fechou em baixa de 0,86%, com 10.546 pontos no índice Nikkei 225. Em 2009, o indicador acumulou alta de 19%, após cair 42% em 2008, que havia sido a maior queda em seus 58 anos de história.
A Bolsa de Hong Kong encerrou o dia praticamente estável, com leve oscilação negativa de 0,01%, indo para 21.496 pontos no índice Hang Seng.
Por outro lado, a Bolsa de Xangai subiu 1,58%, para 3.262 pontos --melhores perspectivas sobre o mercado chinês atraíram investidores institucionais neste pregão. A Bolsa de Seul (Coreia do Sul) subiu 0,62%, indo para 1.682 pontos.
Pela região, a Bolsa de Sydney (Austrália) fechou em baixa de 0,24%, aos 4.833 pontos, depois de o índice atingir pico em quase dez semanas mais cedo. A pressão veio de ações de energia e metais em meio a uma queda dos preços das commodities.
"No geral, minha impressão é que há um pouco de realização de lucro antes do fim do ano, particularmente com os indicadores dos Estados Unidos que sairão semana que vem", disse o estrategista Hideyuki Ishiguro, do Okasan Securities, referindo-se aos números de postos de trabalho. "Dados os ganhos recentes, não surpreende os mercados tomarem um fôlego hoje."
Na semana passada o governo japonês informou que o índice de desemprego no país aumentou em novembro para 5,2%, 0,1 ponto maior que em outubro.
Trata-se da primeira alta do desemprego no Japão nos últimos quatro meses, o que traz de volta a suspeita de que as medidas de estímulo do emprego perderam força diante de uma economia em deflação e com possibilidade de voltar à recessão. O dado é, porém, menor que o recorde registrado em julho, que levou o desemprego a 5,7%, o maior desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
Fonte: folha.com.br
|
|
|