12/01/2010
BC da China reforça medidas para conter aquecimento da economia
O Banco do Povo da China (BC chinês) elevou o rendimento da oferta de 20 bilhões de yuans (US$ 2,9 bilhões) de títulos de um ano em 8 pontos-base, para 1,8434%, após manter o rendimento estável nos 20 leilões anteriores. Analistas aguardavam uma alta de apenas 4 pontos-base.
O BC chinês ainda retirou um recorde de 200 bilhões de yuans (US$ 29,2 bilhões) por meio de seus acordos de recompra de papéis de 28 dias, garantindo que irá reduzir a liquidez sobressalente nesta semana.
As ações acontecem após relatórios mostrarem que os empréstimos bancários dispararam na primeira semana do ano para 600 bilhões de yuans (US$ 87,8 bilhões), elevando os temores de que a terceira maior economia do mundo estaria super aquecida.
Na quinta-feira (7) o banco elevou a taxa de juro de seus títulos de três meses pela primeira vez desde meados de agosto. Os títulos de três meses foram vendidos então com rendimento de 1,3684%, acima da taxa de 1,3280% de uma semana antes.
A medida, que foi acompanhada pelo maior recolhimento semanal de dinheiro do mercado aberto em 11 semanas, levantou preocupações no mercado de que o BC possa estar perto de usar medidas mais efetivas para conter o crescimento e a inflação, como aumento do juro básico.
Mercado imobiliário
No domingo (10) o Conselho de Estado --o gabinete chinês-- prometeu não deixar que investimentos especulativos estrangeiros afetem seu mercado imobiliário. É a mais recente expressão do receio das autoridades de que os preços dos imóveis estejam subindo rápido demais.
A decisão vai servir de diretriz para autoridades locais e ministérios, incluindo o BC chinês e a Comissão Regulatória de Bancos da China, traçarem medidas detalhadas.
Cerca de um sexto dos quase 10 trilhões de yuans (cerca de US$ 1,46 trilhão) em empréstimos novos concedidos na China no ano passado foram para o setor imobiliário.
Preocupado com a possibilidade de uma bolha imobiliária provocar instabilidade social e econômica, o governo prometeu combater aumentos de preços excessivamente rápidos. Mas as iniciativas que tomou até agora para esse fim, incluindo a restrição das isenções do imposto sobre as vendas, foram relativamente brandas.
O gabinete exortou as autoridades locais a aumentarem a oferta de imóveis a preços acessíveis, especialmente nas cidades em que os preços dos imóveis vêm subindo muito.
O órgão informou que vai frear a compra de imóveis para "finalidades de investimento e especulativas" e manter a entrada mínima para a compra de segundos imóveis em 40% do valor total do imóvel.
Fonte: folha.com.br
|
|
|