15/01/2010
Retomada da economia continuará, mas perderá força, diz BC do Japão
A recuperação econômica do Japão irá desacelerar no primeiro trimestre deste ano, mas o risco de uma nova recessão não é grande, disse o economista-chefe do Banco do Japão (banco central do país), Kazuo Monma, nesta sexta-feira.
"Levará muito tempo para superarmos a deflação (...) As quedas dos preços podem diminuir ao longo de um ano ou dois. Até o fim de cada período, sinais de uma virada para o positivo podem surgir", afirmou ele em um seminário. "O risco de o Japão entrar em uma espiral deflacionária é pequeno."
Embora a economia esteja se recuperando desde o segundo trimestre de 2009, grande parte da força vem das exportações, particularmente para a Ásia, já que a demanda doméstica segue fraca em meio a uma queda dos salários.
Além disso, mantendo a visão do banco de que as fortes exportações em algum momento começarão a ajudar os demais setores da economia, Monma também afirmou que a deflação irá perder força.
No último dia 4, o primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, afirmou que sua prioridade é sustentar a recuperação da economia do país e evitar que volte a cair em uma recessão profunda.
Ele afirmou então que é preciso que a Dieta (Parlamento japonês) aprove os dois orçamentos de valor recorde ainda pendentes, o correspondente ao ano fiscal 2010 e o projeto extra do exercício em curso, que termina em março.
"Para que a economia não registrasse uma queda de dois dígitos, elaboramos medidas de emergência e um segundo orçamento extra no final do ano passado", lembrou.
O PIB (Produto Interno Bruto) do Japão cresceu 3,7% no segundo trimestre do ano, o que pôs fim a cinco trimestres de quedas. O Japão deixou assim para trás as maiores quedas de seu PIB desde 1945, com retrocessos como os de 11,7% e 13,7%, em taxa anualizada, dos dois trimestres anteriores.
Fonte: folha.com.br
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