19/01/2010
China defende crescimento "razoável" do crédito
O governo da China reafirmou nesta terça-feira que irá manter um "crescimento razoável" no crédito e na oferta de dinheiro e que manterá políticas fiscais para expandir a demanda doméstica.
O país ainda irá conter o investimento especulativo no setor imobiliário e tomar medidas para lidar com as expectativas inflacionárias, afirmou o primeiro-ministro, Wen Jiabao, em reunião do Conselho de Estado, segundo comunicado divulgado no site do governo.
No último dia 12, o governo chinês decidiu elevar o depósito compulsório em 0,5 ponto percentual --medida que entrou em vigor ontem. Foi a primeira vez que o banco ajustou o montante que os bancos comerciais devem manter em reservas desde que reduziu a taxa em dezembro de 2008 como parte de um ciclo de afrouxamento monetário naquele período.
O compulsório é o dinheiro dos clientes que os bancos são obrigados a deixar depositados no banco central.
A autoridade monetária chinesa também elevou o rendimento da oferta de 20 bilhões de yuans (US$ 2,9 bilhões) de títulos de um ano em 8 pontos-base, para 1,8434%, após manter o rendimento estável nos 20 leilões anteriores. Analistas aguardavam uma alta de apenas 4 pontos-base.
O Banco do Povo da China (BC chinês) também retirou um recorde de 200 bilhões de yuans (US$ 29,2 bilhões) por meio de seus acordos de recompra de papéis de 28 dias.
No último dia 7 o banco elevou a taxa de juro de seus títulos de três meses pela primeira vez desde meados de agosto. Os títulos de três meses foram vendidos então com rendimento de 1,3684%, acima da taxa de 1,3280% de uma semana antes. A medida, que foi acompanhada pelo maior recolhimento semanal de dinheiro do mercado aberto em 11 semanas.
No dia 10 o Conselho de Estado --o gabinete chinês-- prometeu não deixar que investimentos especulativos estrangeiros afetem seu mercado imobiliário. É a mais recente expressão do receio das autoridades de que os preços dos imóveis estejam subindo rápido demais.
Fonte: folha.com.br
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