20/01/2010
FMI avalia se Romênia deve continuar a receber crédito
Uma delegação conjunta do FMI (Fundo Monetário Internacional), da Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) e do Banco Mundial avalia a partir desta quarta-feira se a Romênia deve continuar a receber mais dinheiro do empréstimo de 20 bilhões de euros concedido em março.
Durante a visita, que durará uma semana, especialistas do FMI, da comissão e do Banco Mundial analisarão se o orçamento público da Romênia para 2010, recentemente aprovado, está adequado às condições macroeconômicas definidas no compromisso.
A missão avaliará também as reformas econômicas estruturais que a Romênia se comprometeu a fazer para se beneficiar de um empréstimo.
O FMI suspendeu a última missão de acompanhamento, prevista para outubro de 2009, já que o país não tinha um governo capaz de aprovar o orçamento e prosseguir as reformas, e com isso foi adiada a avaliação e a concessão de novas verbas do crédito.
A economia da Romênia sofreu um declínio no ano passado, após anos de crescimento. No terceiro trimestre do ano passado a economia do país caiu 7,1%; no segundo, 8,7%; e no primeiro, 6,2% --dados anualizados compilados pela Eurostat, a agência europeia de estatísticas.
Com problemas financeiros, a Romênia teve de recorrer à ajuda externa; o pacote elaborado por FMI, Banco Mundial e União Europeia, no entanto, ficou congelado desde outubro devido a turbulências políticas, que só foram resolvidas após a reeleição do presidente romeno, Traian Basescu, no mês passado.
Se as conclusões da visita forem positivas, a Romênia receberá nas próximas semanas mais 3,3 bilhões de euros de empréstimos.
Empregos
Na semana passada o ministro das Finanças da Romênia, Sebastian Vladescu, disse que o setor público do país deve perder 100 mil empregos, devido aos esforços para cortar gastos a fim de atender as condições da ajuda do FMI.
Vladescu anunciou a estimativa em meio às discussões do Parlamento do país sobre o Orçamento para este ano, que já entram o quarto dia. A aprovação do Orçamento é outra das condições para a liberação de uma ajuda de 1,5 bilhão de euros do FMI.
Fonte: folha.com.br
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