25/01/2010
Mercado prevê inflação acima da meta em 2010, diz BC
Economistas consultados pelo Banco Central projetam a inflação oficial acima da meta em 2010. De acordo com a pesquisa Focus, feita na semana passada e divulgada nesta segunda-feira, a previsão é que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), encerre o ano em 4,6% --a meta estabelecida pelo governo para o ano é de 4,5%.
Até a semana passada, o mercado vinha prevendo que a inflação terminasse o ano exatamente na meta. Para 2011, a estimativa é de IPCA em 4,5%.
Os economistas mantiveram suas previsões para a taxa básica de juros (Selic) para 11,25% no fim do ano. A taxa está atualmente em 8,75%. De acordo com a pesquisa, o mercado aposta que a taxa será mantida na reunião do Copom desta semana, só começando a subir em abril. Para 2011, a previsão é que os juros encerrem o ano em 11%.
O mercado manteve ainda a estimativa para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2010 para 5,3%. Para o ano que vem, a estimativa é de crescimento de 4,5%.
Mais inflação
A previsão do mercado para o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) para 2010 passou para 4,55%, contra 4,50%. Para o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), subiu para 4,59%, contra previsão de 4,55% da semana anterior. Os dois indicadores são usados no cálculo dos reajustes de contratos e preços administrados, entre eles, contas de luz e aluguéis. A previsão para o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) foi mantida em 4,5%.
Para o ano que vem, a projeção para os três índices é de 4,5%.
O mercado manteve ainda a previsão para o dólar no fim deste ano em R$ 1,75. Em 2011, a estimativa é que encerre o ano em R$ 1,83. A previsão para o superavit da balança comercial caiu para US$ 10 bilhões (contra US$ 10,75 bilhões) e para o deficit nas transações correntes subiu para US$ 47,5 bilhões (contra US$ 45,5 bilhões).
A estimativa para os investimentos estrangeiros diretos ficou em US$ 38 bilhões. A projeção para a relação dívida/PIB caiu para 42,3%, contra 42,95% na semana anterior.
Fonte: folha.com.br
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