01/02/2010
Crise levará milhões à pobreza, diz Banco Mundial
Milhares de pessoas passarão a viver na pobreza neste ano, mesmo sendo um período de recuperação da crise financeira mundial, disse o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, neste domingo (31).
"Eu espero que agora estejamos em um ritmo de recuperação mundial, mas ainda enfrentamos riscos consideráveis em 2010 e temos que reparar os prejuízo feitos pela crise", disse ele a líderes africanos na cúpula anual da União Africana.
"Estiamos que 64 milhões de pessoas em todo o mundo entrarão na faixa de extrema pobreza devido à crise."
Zoellick acrescentou que o banco usará seu esquema de subsídios diretos para mitigar a pobreza.
Na semana passada o FMI (Fundo Monetário Internacional) elevou suas projeções de crescimento para a economia mundial neste ano e em 2011. Neste ano, o PIB (Produto Interno Bruto) global deve crescer 3,9%, contra 3,1% na previsão anterior. Para 2011, a previsão agora é de expansão de 4,3% --leve alta em relação aos 4,2% projetados antes.
O desafio que se põe agora para os responsáveis por políticas financeiras e monetárias, segundo o FMI, será diminuir a dependência do setor público ao mesmo tempo em que estimula a demanda no setor privado, reparar o setor financeiro e impulsionar a reestruturação da economia real.
"Devido à natureza ainda frágil da recuperação, as políticas fiscais precisam continuar favoráveis à atividade econômica no curto prazo", diz o texto. Os países com planos de estímulos fiscais para este ano "devem implementá-los integralmente", mas precisam elaborar e apresentar "estratégias de retirada [desses pacotes] confiáveis".
Fonte: folha.com.br
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